| Boletim Técnico TBA-34 |
|
Cada vez mais, os novos fabricantes de carros estão usando vidros com materiais de cerâmica preta em volta das bordas do vidro pela parte de dentro. Isso, às vezes, pode trazer muitos problemas aos instaladores. Por isso, esse boletim tenta explicar a composição deste material, porque ele é usado, e como manusear este material. Todos os instaladores de película em vidros automotivos já devem ter encontrado vidros automotivos que, em seu interior, são cobertos com uma camada fina, dura, preta e opaca. Às vezes essa borda é reta e limpa, às vezes cheia de pontos de variados tamanhos e, outras vezes, alinhados horizontalmente em linhas com diferentes larguras espalhados na parte superior dos vidros traseiros. Quando este material é liso, é muito bom para os instaladores trabalhar no vidro, pois permite limpeza e cortes eficientes e aplicações rápidas com bordas bem feitas. Porém, ele é muito duro, o que dificulta o corte da película. Mas geralmente isso não é problema, já que o filme é recortado por fora do vidro. Primeiramente, discutiremos as informações como natureza do material, sua fabricação e as razões por seu uso na maioria dos vidros de automóveis. Este material não vai nos deixar tão cedo, então precisamos nos acostumar com ele. Os componentes químicos exatos dessas coberturas não são reveladas pelos fabricantes, mas eles têm, basicamente, cerâmica, pigmentos e um tipo de solvente. É aplicado ao vidro num processo como a serigrafia. Esse tipo de vidros é, logicamente, muito diferente que os vidros normais de janelas comuns. Os solventes usados no processo serigráfico variam muito, já que eles quase não têm efeito na adesão do filme. O pigmento dá à cerâmica a aparência negra e opaca. O processo de fabricação começa com um pedaço de vidro e a aplicação da cerâmica. Uma vez que a cerâmica é aplicada por processo serigráfico, não é de se surpreender que a camada estará relativamente espessa. Daí, o vidro é colocado em uma moldura quente, para que o filme seja finalmente moldado para tomar a curvatura final e correta do vidro. Enquanto se dá esse molde final, a cerâmica se mistura com o vidro, ficando tão dura quanto este. É também nessa fase que é preparado o desembaçador. Depois disso, a temperatura diminui bruscamente, o que faz o vidro ficar extremamente duro. A composição da cerâmica preta varia muito, de acordo com a indústria de automóveis. Há dúzias e dúzias de diferentes composições, por isso eles podem ter comportamentos diferentes quando se está aplicando carros de diferentes indústrias. O que precisa ser entendido é que não importa quanto o instalador lixe ou tente retirar, a mesma composição de superfície continuará presente. De acordo com os fabricantes, há várias razões para que os pontos pretos não sejam retirados da linha de fabricação, mas entre elas, há algumas que se destacam: • Por uma questão de estética, as bordas dos vidros ficam melhores quando desaparecem gradualmente. • A borda preta serve para proteger a cola (usada para colocar o vidro do automóvel) dos raios UV. • Para os vidros laterais traseiros que abrem na lateral (que também contém cerâmica), os pontos pretos protegem escondem a aparência da borracha, e a protege dos raios UV. • Escondem outras estruturas mecânicas, como molduras (bordas de borracha) e luzes de frenagem. • Algumas janelas são muito curvas na parte superior, o que permite a entrada de muito sol nos passageiros do banco de trás. A cerâmica preta protege o carro da entrada demasiada de calor nessas superfícies. Pelas razões acima citadas, os fabricantes de automóveis não deixam de fabricar vidros com os pontos pretos. • Use um mínimo de detergente na solução: Quanto mais deslizante for a sua solução, maior será a interferência no adesivo. Então, quando for enfrentar uma situação difícil, use menos solução nas áreas dos pontos pretos. • Raspe bem a área com cerâmica vigorosamente (se não houver a presença de desembaçadores): Raspar os pontos pretos enquanto limpa o vidro é bom quando se lida com cerâmicas muito grossas. Mas faça-o com cuidado para não danificar o vidro. • Use álcool para retirar por completo todas as contaminações: Livre de pequenas contaminações, o vidro ficará mais aderente à película. • Use pouco, ou quase nada, de encolhimento com soprador na parte que contém cerâmica: O excesso de calor nos vidros e nos pontos pretos poderá piorar o problema de adesão. Superfícies irregulares (como a de muitos vidros traseiros) combinadas com texturas irregulares (como as formadas pelos pontos pretos) podem trazer muitas complicações na hora de aplicar. • Use DIRT-OFF como acelerador adesivo: Os produtos para a limpeza do vidro (como o DIRT-OFF) são usados para acelerar a junção do vidro com a película. • Remova tanta água quanto possível: Obviamente, os pontos pretos acabam por acumular muita água entre eles, por serem grandes e terem muito espaço entre um e outro. Usando um rodo duro, você poderá obter sucesso enquanto retira toda a água que está entre o vidro e o filme. • Esquente o lado de fora do vidro: Você pode usar o soprador para fazer a solução evaporar e aumentar a adesão. Mas lembre: como já foi citado na Boletim TBA-01, seja breve; a operação não deverá durar mais de 8 segundos numa determinada área, ou você corre o risco de destemperar o vidro. • Use uma caneta corretora: Você poderá, a seu critério e risco, consertar os detalhes com uma caneta corretora de bordas. Porém, você terá de ser muito cuidadoso para não estragar seu trabalho e ter de refazer todo o processo. Use apenas como último recurso. Alguns fabricantes colocam, na composição dos pontos pretos, uma camada ou traços de ferro. Isso significa que existe a possibilidade, mesmo que remota, que os vidros apresentem, nas bordas, uma aparência alaranjada. Mesmo que raro, esse fenômeno pode ser facilmente evitada e combatida: é só tomar um cuidado maior quando você estiver secando a água das bordas. |